O privilégio de ser branco nos Estados Unidos é igual como ser branco no Brasil.

Foto de Oliviero Toscani: Campanha Benetton

Lendo um texto uma matéria traduzida do jornalista Shaun King do  site theintercept.com/brasil, algo me fez pensa:  Era para ser apenas uma noite de musica country. Em um festival nas ruas de Las Vegas, nos Estados Unidos, Stephen Paddock, 64 anos, acabou com a festa de geral. É que da janela do 32º andar, o suposto “Lobo Solitário”, assim chamado pela mídia americana quando os assassinos eticamente são brancos, vitimou com seu ato genocida 59 óbitos e 500 feridos. No momento do show country, a sorte estava lançada ao público predominantemente branco. Ninguém sabia de onde vinham a balas achadas de Paddock. A metralhadora do “Lobo (branco) Solitário, foi infalível”.

Do Hotel Mandalay Bay, Stephen Paddock, 64 anos fez dos amantes do sertanejo americano, alvos fácies de serem alvejados. O assassino nasceu em Mesquite, Nevada. O algoz era considerado pessoa pacata. Assim diziam as pessoas mais próximas. Com ele, foi encontrado um arsenal de causar inveja ao Rambo. Somente de fuzis contabilizaram 19 e, centenas de munições de diferentes calibres. A carnificina poderia ser bem maior do que foi.  Até aí nada anormal para um país que vende armas como bala Juquinha.

 Mas o que chama atenção do assassino de Las Vegas é a forma de tratamento dispensado. Stephen Paddoc era um cidadão americano e branco e engrossar a lista dos atrozes americanos. A maioria são de brancos. No caso ocorrido na terra dos cassinos, até o dado momento, não há nenhuma sequer, ligação com qualquer movimento islâmico ou algo que o corresponda a tal. Quando um assassino de americano é branco tem um tratamento quase VIP. Eles não são taxados de terroristas. A mídia os trata de “Lobos Solitários”. Sua etnia causa certa proteção. Quando é um negro, logo se constrói uma analise social. O objeto da causa se torna um estudo aparente. Há toda uma observação cientificamente social e, claro, toda a comunidade negra passa a ser objeto de estudo sociólogo. 

Os homens brancos quando cometem assassinatos em massa recebem um olhar mais cuidadoso da imprensa local. Mas isso não isso não acontece somente nos Estados Unidos., Aqui no Brasil, quando um preto ou pobre ferrado socialmente e financeiramente comete algum delito tem um tratamento diferenciando também: é rotulado de bandido, de pertencer a uma facção qualquer. Quando é um branco e de classe média o tratamento é outro: “adolescente” ou “jovem da zona sul”… é qualquer adjetivo, menos qualificado como dever ser. Neste aspecto o papel da imprensa só muda de endereço geográfico.

Outra matéria:

https://theintercept.com/2017/10/03/las-vegas-atirador-lobo-solitario-terrorista/

 

 

pablomarlon@basedenoticias.com.br

 

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