Badminton: cinema e olimpíadas

Festival de CINEMAEsporte, cinema e samba. Tudo isso dá badminton, esporte pouco conhecido dos brasileiros, mas que filme documentário dirigido por Lili Fialho e Katia Lund, promete mudar essa concepção. ‘Não Deixe a Peteca Cair’ conta a história de uma forma sutil e poética, a determinação do Sebastião Dias Oliveira em construir o centro de treinamento de badminton para jovens da comunidade da Chacrinha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

 É interessante perceber a personalidade e carisma dos personagens. “Para a construção do filme, a equipe ficou vinte dias morando na comunidade. Nesse tempo os personagens foram surgindo. Aos poucos foram se apresentando, então teve esse momento de namoro”. Comenta a diretora, Katia Lund.

RENAN 2
foto: Renan
SEBASTIÃO
Foto: Sebastião Dias

É o caso do Renan, um jovem carismático que faz parte do projeto Miratus. Perguntado sobre como foi fazer parte do filme? Renan com olhar compenetrado de um grande atleta não hesitou em responder. “Na verdade muito difícil porque é muito surreal estar na tela do cinema. Para mim quando vi o filme foram três partes importantes: acreditar, respeitar e competir. Acho que essas três coisas formam o atleta e isso é muito importante na vida”. Acrescentou o atleta mirim.

Fundada por Sebastião Dias de Oliveira em 1998, Miratus é reconhecida nacionalmente e internacionaNão Deixe a Peteca Cair 2lmente por seus resultados sociais e esportivos. Entre suas maiores conquistas na área esportiva estão o Prêmio Brasil Olímpico em 2011 e a classificação dos atletas Lohaynny Vicente, 18 anos e Ygor Coelho de Oliveira, 19 anos, para os Jogos Olímpicos Rio 2016, sendo os primeiros brasileiros da historia a se classificarem no badminton para uma edição olímpica.

Samba para o desenvolvimento das técnicas do Badminton

Não Deixe a Peteca Cair 6Para melhorar o condicionamento físico e agilidade dos movimentos de quadril e e pernas dos atletas, Sebastião inicialmente pensou em utilizar a corda como instrumenNão Deixe a Peteca Cair 4to, mas logo percebeu que não teria o resultado desejado. “Quando eu botei a corda para as crianças pularem não vi prazer, olhei estresse, tive que buscar uma alternativa e, então, eu vi um cara sambando na televisão”. Assim surgiu o Bamon, a metodologia de treinamento única, que combina o estilo de jogo da escola asiática com o estilo de vida carioca.

EQUIPE CINEMA
Foto: Diretora Katia Lund, Miratus: Sebastião Dias, Renan e equipe produção do documentário ‘Não Deixe a Peteca Cair’

‘Não Deixe a Peteca Cair’ e outros quatro filmes, todos dirigidos por Lili Fialho e Katia Lund fazem parte do Festival de cinema Reimagine Rio e estão em cartaz até setembro com preços populares, além de contar com 300 sessões gratuitas em mais de 50 pontos espalhados pelo Rio e pela Baixada Fluminense.

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