A Câmara de Comércio França-Brasil do Rio discute mobilidade urbana, mostrando ações sustentáveis que estão dando certo no país

grandelogoccfb A Câmara de Comércio França-Brasil do Rio (CCFB-RJ), através de uma nova comissão, promoveu seu primeiro encontro para discussão da pauta: Mobilidade Urbana e ideias sustentáveis. Por uma perspectiva corporativa, a ideia do evento possibilitou o compartilhamento de exemplos simples com experiências vividas que se tornaram cases de sucesso ligados à questão.

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Foto: Emmanuelle Boudier – Diretora-executiva da CCFB-RJ

A ampla biblioteca da Maison de France, no centro do rio, foi o local escolhido para a discussão sobre a mobilidade urbana. O evento foi aberto pela Emmanuelle Boudier, diretora-executiva da CCFB-RJ, que falou um pouco sobre a intenção da nova comissão em relação aos trabalhos que pretendem realizar e também sobre o primeiro encontro.

“Esta nova comissão tem a preocupação de trabalhar mobilidade urbana e ideias sustentáveis. Pretendemos fazer um calendário e chamar pessoas que possam mostrar ideias que deram certo, além de incentivar empresas a adotarem políticas mais sustentáveis”, comenta.

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Foto:Thierry Botto – Membro da Comissão de Mobilidade Urbana – CCFB

 Para Thierry Botto, que também participa da nova comissão da CCFB, o assunto é de muita importância. Segundo Botto, as empresas francesas no Brasil e não francesas tem um papel fundamental em difundir e contribuir para uma cidade melhor. (refere-se ao Rio de Janeiro).

“Os moradores do rio já usam bike. Mas isso não é tudo. É preciso que as empresas tenham consciência que trabalhar uma política corporativa é um fator importante dentro de uma empresa. Há uma redução de custos, a produção sobe, colaborador fica mais satisfeito e todos ganham; ou seja, ações que causem impactos tanto para empresas quanto para colaboradores. Nesse primeiro encontro, os painéis mostraram que algumas ideias foram implementadas em algumas empresas e deram muito certo. Então o papel da comissão de sustentabilidade da CCFB, é envolver todos os agentes para um bem comum”, explica.

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Foto: Fábia Barbieri da BoraBike

  Curiosamente, a maior parte das empresas que mostraram ideias sustentáveis não era do Rio. São Paulo liderou mostrando cases provenientes de experiências vividas que deram certo e logo foram transformadas em negócios. Das ações mais originais, se destacaram a BoraBike que premia funcionários através do uso da bicicleta e  Bynd que  estimula a carona entre colaboradores de uma mesma empresa.  

Na BoraBike, tudo começou com uma campanha interna. Fabia Barbieri (proprietária da BoraBike), passou a incentivar o uso da bike  e premiar seus funcionários por Km percorrido. O uso de bicicletas ao visitarem os clientes se tonou algo cotidiano. Isso gerou uma “corrente de mão dupla”, pois os seus próprios clientes passaram a quererem  participar da ação interna da BoraBike . A premiação para o uso da bike foi a sacada. Barbiere aperfeiçoou a ação interna sustentável e criou um aplicativo. E hoje em dia, tem clientes empresas que fazem uso dos seus serviços.

Sobre o funcionamento do aplicativo ela diz:

– A empresa se cadastra pelo site, há uma meta a ser definida, cria uma campanha interna onde é oferecida uma estrutura para seus funcionários. O colaborador é premiado de acordo com o que pedalou, além de economizar um bom dinheiro ao ano. Damos um suporte, explica Fábia.

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Foto: Gustavo Gracitelli do Bynd

 Assim como a BoraBike da Fábia Barbieri que nasceu de uma experiência, a Bynd do Gustavo Gracitelli surgiu também. Compartilhar um carro em uma viagem com um grupo de amigos inspirou  Gracitelli a cogitar um aplicativo que conectasse pessoas por rotas semelhantes. Os benefícios são os mais adversos: quem compartilha carona, conhece pessoas, economiza dinheiro e pratica um ato cidadão. 

 “O bynd conecta pessoas que possuem rotas compatíveis, economizam dinheiro e praticam um ato sustentável. O aplicativo funciona por um sistema que utiliza algoritmos de rotas e de proximidade para fazer o match entre as pessoas que vão compartilhar a carona. Para incentivar os funcionários fizemos uma parceria com a Multiplus, e os pontos acumulados podem ser trocados por prêmios como viagens”, comentou.

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Foto: Eric Farcette da Alstom

Para o Rio de Janeiro, o destaque ficou por conta da empresa francesa Alstom, que teve participação na construção da Linha 4 do Metrô e na revitalização do cais do porto. Segundo Eric Farcette, a ampliação trouxe benefícios como a redução de tempo entre bairros. Já no cais do porto, a revitalização ampliou o número de turistas na região.

“A construção foi feita para receber 300 mil passageiros por dia, sendo que um morador da Barra consegue chegar ao centro da cidade em apenas 34 minutos. Já para a região do Porto, a revitalização foi a maior operação de renovação urbana da América Latina”, acrescentou.

 

 

pablomarlon@basedenoticias.com.br

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