Cerimônia de Abertura da Paralimpíada Rio 2016: muito além dos sentidos!

Mais uma vez Marcelo Rubens Paiva, sua equipe composta pelos diretores Vik Muniz e Fred Gelli e todos os participantes nos surpreenderam com o espetáculo de abertura da Paralimpíada, no Maracanã. Novamente muito bem utilizadas, as projeções ilustraram cada cena e vimos a representatividade da roda, da tecnologia, dos sentimentos, da superação e, principalmente, da alegria na vida dos paratletlas.

rio-01Philip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional, após um vídeo que mostrou sua viagem até o Rio de Janeiro e a cultura das nossas capitais, dá início à contagem regressiva e a adrenalina toma conta do estádio com o salto mortal da mega rampa realizado pelo cadeirante Aaron Fotheringham.

Em seguida, temos uma carioquíssima roda de samba formada por Maria Rita, Xande de Pilares, Teresa Cristina, Pretinho da Serrinha, Monarco, Hamilton de Holanda, Diogo Nogueira e Gabrielzinho do Irajá, que é rio-02deficiente visual. Em volta deles, rodas coloridas e cadeirantes. 

Foram projetadas no centro do Maracanã uma piscina sendo atravessada pelo nadador e campeão Daniel Dias, o surf adaptado de Davi Teixeira, a praia de Ipanema  e todos os seus ícones como o vendedor de mate, biscoito Globo, os guarda-sóis,  o frescobol, o funk e o por do sol sendo
aplaudido no Arpoador.

A cerimônia segue com a bandeira brasileira sendo hasteada ao som do hino nacional tocado ao piado pelo maestro João Carlos Martins que supera as limitações de movimentos do braço e dedos da mão para fazer o que sempre gostou. Entram as delegações, Shirlene Coelho foi nossa porta-bandeira e, ao final, as peças de quebra-cabeça trazidas com as fotos de cada atleta, monta uma imagem que une todos em um só coração.

A segunda parte da cerimônia nos reservaria ainda mais emoções sensoriais com a formario-03ção dos agitos, símbolo paralímpico, o balé encenado por dois bailarinos cegos onde o toque entre eles marca cada passo e a coreografia realizada pela campeã de snowboard Amy Purdy, biamputada com o robô Kuka, que foi de uma leveza ímpar, representando a integração do homem com a tecnologia.

A tocha foi conduzida pelos paratletas Antonio Delfinorio-04, Marcia Malsar e Adria Santos que a entregou para o medalhista e nadador Clodoaldo Silva que acendeu o fogo paralímpico. Para chegar até a pira, o Tubarão, como é conhecido, espera diante de uma escadaria até que ela se transforma em uma rampa que permita sua acessibilidade como candeirante.

A festa se encerra na voz de Seu Jorgerio06 cantando duas músicas cujos títulos nos resumem o que veremos nas próximas duas semanas: Acredito na Rapaziada e É Preciso Saber Viver!

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