“Dorina canta Sambas de Aldir e ouvir – 70 anos de Aldir Blanc”

Teatro Ipanema no dia 19 de Julho

IMG_2859-2.okTeatro Ipanema no dia 19 de Julho São 100 anos de samba, 70 anos de Aldir Blanc e 20 anos de carreira fonográfica de Dorina. Junte tudo isso e você terá a receita do show “Dorina canta Sambas de ALDIR e ouvir”, que a cantora vai apresentar com toda a elegância e talento, desta vez na Zona Sul da Cidade Maravilhosa, exatamente por uma noite no Teatro Ipanema, no dia 19 de Julho/3ª. feira, às 20h.

Para homenagear Aldir Blanc, um dos maiores letristas da nossa música, a produção está impecável. Chiquérrima – em meio a um cenário sofisticado, com direito a luminárias Octaedros da artista plástica Renata Sussekind –, Dorina subirá ao palco para surpreender. Com um repertório diferente do que costuma cantar nas rodas de samba que frequenta, vai mostrar todo o seu talento de intérprete apresentando um outro lado do samba.

Aval para essa ousadia ela tem do próprio Aldir desde que ele assinou a contracapa do CD “Brasileirice”, lançado em 2010: “É uma grande intérprete de samba, original, sem imitar ninguém, personalíssima. Também prima pelo amor ao repertório selecionado com o respeito e a competência de quem realmente conhece seu campo de trabalho. Não é bico querendo fingir pertencer à Velha Guarda. Dorina é do Bem, talentosa, e, tão importante quanto isso, é verdadeira, uma raridade em nossos dias.”

E Dorina é mesmo personalíssima. Escolheu algumas obras menos conhecidas do amigo de longa data, como “Imperial”, “Navalha” e “Altos e baixos”. Mas é claro que também vai cantar sambas famosos como “Saudades da Guanabara, parceria de Aldir com Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro; e alguns da dupla João Bosco e Aldir Blanc: “O mestre-sala dos mares”, “Coisa feita”, “Plataforma” e “O bêbado e a equilibrista”, o maior sucesso deles, considerado o “Hino das Diretas”, caDORINHAAAntado durante as manifestações de 1984 pela volta das eleições diretas. 

No repertório do show – dividido em blocos falando de política, mulheres e amigos sambistas –, há também sambas que mexem com um outro lado da vida de Aldir Blanc: a psiquiatria. Pouca gente sabe, mas o letrista estudou Medicina, formou-se psiquiatra e fala sobre isso em canções como “A louca”, dele e Maurício Tapajós: “… Dizem que eu sou, que eu sou uma louca desvairada / Eu fico louca se me chamam de louca / Pouca gente entende essa verdade: / Onde quer que impere a maldade / Loucura pouca é bobagem…”

Intérprete intensa, Dorina vai mostrar esse lado mais intimista do samba. Afinal, nada é só alegria como dizem os versos de Aldir em “Flores em vida para Nelson Sargento”, parceria com Moacyr Luz: “… Essa é a grandeza que o samba nos legou: em cada tristeza, erguer nosso copo ao humor…”. Se “toda dor desse mundo enfeita nossa fantasia”, não foi à toa que a intérprete resolveu abrir o espetáculo com “Cravo e ferradura” (Clarice Grova, Cristóvão Bastos e Aldir Blanc) que diz: “… Samba, samba, samba, pulsas em tudo que existe, vazas se meu sangue escorre, nasces de tudo o que morre…”

Com oito CDs e um DVD no currículo que inclui, ainda, Prêmio Sharp como Melhor Cantora de Samba, Dorina vai se apresentar no Teatro Ipanema com Paulão Sete Cordas assinando a direção musical, Ramon Araújo (violão) e Rodrigo Reis (percussão). Também terá convidado especial o jovem sambista Moyses Marques. A direção artística é de Edio Nunes.

Serviço: “Dorina canta Sambas de Aldir e ouvir- 70 anos de Aldir Blanc”

Local: Teatro Ipanema

Endereço: Rua Prudente de Moraes 824 – Ipanema

Tel. /Informações: (21) 3594-2690

Dia: 19 de julho (terça-feira)

Horário: 20h

Faixa etária: acima de 16 anos

Duração: 1h20min

Ingressos na bilheteria : R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), de 4ª feira a 2ª. feira -das

15 as 21h.

Ingressos on line: http://compreingressos.com

 

e-mail: marlonpablo@basedenoticias.com.br

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