Eleições 2016: O jogo de xadrez dos candidatos cariocas a Prefeitura

 

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É… não está fácil para ninguém. A bonança de outras eleições acabou. Sem dinheiro de empresas privadas, muitos candidatos à prefeitura do Rio estão de cabelo em pé. Em futuro incerto, prometer o que não tem, passou a ser a senha para conquistar votos dos eleitores.

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No Rio, Marcelo Crivella ( PRB) para ganhar, se uniu a Garotinho e a Rodrigo Bethlem, o primeiro com alta margem de rejeição no estado do Rio e o segundo, foi afastado do governo Paes por acusações de corrupção. Crivella, ainda promete não proibir a Parada Gay e fazer parcerias com escolas de Samba. Crivella usa a tática da voz mansa e daquelas pessoas que não alteram a voz nem quando a catarse está se abatendo totalmente. É um perigo. A psicologia explica isso muito bem.

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Jandira Feghali (PCdoB), conta com a ajuda dos ex-presidentes, Dilma e Lula para alavancar sua campanha. Entretanto, com a crise política que se instalou no Brasil e afetou diretamente o PT, Jandira tem uma tarefa complicada para destravar o problema da Lava Jato, que está associado ao governo Lula e Dilma. A candidata promete construir mais casas populares em áreas centrais da cidade.

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Pedro Paulo (PMDB), não decola e junto com Paes, estão com rejeição alta, há duas semanas para o final das eleições, aliados e partidários de Pedro Paulo estão pulando fora do barco por falta de recursos e simpatia do candidato. Ainda, Pedro Paulo, tem o fantasma da agressão sofrida pela ex-mulher, no qual o candidato é acusado. De promessa, o candidato disse que vai fazer o estádio Flamengo e construir mais escolas e creches.

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Marcelo Freixo (PSOL) tem uma simpatia enorme e reconhecimento do seu trabalho. Entretanto, essa simpatia é baseada em jovens da classe média universitária, dos bairros ricos da zona sul e da zona norte. Apesar do candidato se esforçar ao máximo para se aproximar dos mais pobres, em especial, dos moradores das comunidades da zona oeste (parte mais pobre da cidade), estacionou nas pesquisas.  Milícias também é uma barreira grave para Freixo. Na sua base central da sua campanha, tem o lema: O rio mais democrático e humilde. Tá difícil.

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Molon (Rede), outro candidato da esquerda que errou o tempo. Poderia ter se lançado candidato há mais tempo. O candidato, mesmo com um discurso coerente ao momento político atual, com muitas críticas ao prefeito Paes, por focar sua administração nos benefícios para empresas de ônibus, mercado imobiliário e outros setores privados, deixa de lado, os mais pobres. O candidato defende a parceria de parcerias públicas privadas (PPPs) para alguns casos especiais e de acordo a necessidade do munícipio. Somente ele entende essa proposta. Molon tem como aliada na propaganda, a Marina Silva.

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Flávio Bolsonaro do PSC. Candidato mais perdido do que ele não existe. Fala coisa com coisa. Representa um grupo oriundo da ditadura militar.  O candidato, não apresenta coerência com seus discursos e tem a sombra do pai, Jair Bolsonaro, um defensor do General Ustra, condenado na época da ditadura militar por crimes e violências. A principal bandeira do candidato é armar a Guarda Municipal. Já está complicado para as forças auxiliares (PM), levando o título de polícia que mais mata no mundo, que dirá armando outra força.

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Carlos Osório (PSDB), com a frase “ não sou político profissional”, pretende crescer nas pesquisas. Até agora, não rendeu resultados nas pesquisas eleitorais, mesmo assim, Osório, acredita ganhar a eleição para prefeitura do Rio. De promessa, Osório pretende acabar com indústria de multas, no trânsito.

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Índio da Costa, (PSD), com seu jingle: “acabou o caô, o índio chegou, o índio chegou” !!! Diz estar preparando para governar o munícipio do rio. Segundo o candidato, foram 25 anos de preparo. Ora, se há todo esse preparo por que antes não apareceu com tanta astucia ? Onde ele estava, além de fazer parte da escola “César Maia de Administração Pública Municipal ”?


E por fim, os candidatos, Cyro Garcia (PSTU), com o tradicional dizer: contra burgês, vote 16, sendo que ele representa o Sindicato dos bancários, marca presença no cenário político nacional como a esquerda da esquerda.

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Thelma Bastos(PCO), segue fazendo a linha: “da nova militância política”.

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Carmem Migueles, (30) com o convite: “vem para o novo”. Não parece prospectar ou convencer nenhum novo eleitor. Segundo informações, a campanha está baseada em redes sócias.

Eleições municipais tão sem perspectiva. Resumo: as eleições deste ano serão decididas em que errar menos e fazer mais.

     Vale lembra que há uma pesquisa. Leitor é uma pesquisa. E nada indica favoritismo. Na escola de comunicação social se aprende o seguinte: “opinião pública não existe”. Ela foi inventada para vários fins. Logo, muita atenção.

Pesquisa DataFolha – 22/09/16 

1ºMarcelo Crivella (PRB) – 31%; 2ºMarcelo Freixo (PSOL) – 10%; 3ºJandira Feghali (PC do B): 9% ;4º Pedro Paulo (PMDB): 9%; 5º Flávio Bolsonaro (PSC): 7%; 6º Indio da Costa (PSD): 6%; 7º Osório (PSDB): 4%; 8º Alessandro Molon (Rede): 2%; 9º Cyro Garcia (PSTU): 1% ; 10º Carmen Migueles (Novo): 0% (foi citada, mas não alcançou 1%);Thelma Bastos (PCO): 0% (não foi citada); Branco/nulo: 15%; Não sabe/não respondeu: 6%.

participaram desta matéria:

pablomarlon@basedenoticias.com.br

severian@jornaldaconstrucaocivil.com.br

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