Insanidade em fazenda escravocrata

 

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Foto: Acervo Instituto Moreira Salles

Publicada pela The Intercep Brasil, o tipo de lazer turístico ofertado pala Fazenda Santa Eufrásia, em Vassouras, no Vale do Café, é no mínimo uma insanidade comportamental tanto para quem produziu a ideia e concretizou e a quem faz parte como um todo. O cenário é simplesmente o Brasil escravo. Trata-se de reproduzir de maneira literal o tempo da escravidão. No lazer ofertado a supostamente turistas, eles se vestem com roupas da época escravocrata, se comportam como tal e vive um momento único da loucura do passado em fazendas que mantinham escravos. Os Negros, claro, são personagens principais. A “magnifica ideia desse laboratório do horror” veio de uma brasileira que residiu por um tempo em Chicago e trabalhava com turismo. Elizabeth Dolson é o nome proprietária da Santa Eufrásia e idealizadora do desserviço para o turismo local em Vassouras. O registro do feito está no site do The Intercep Brasil e foi redigida pela jornalista, Cecília Olliveira. Na fazenda escravocrata, os visitantes podem ser servidos por negros que se vestem como escravos, que tem comportamento de escravos e para espanto, quando se lê a matéria da Cecília oliveira, é tudo encarado como um processo natural.

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Foto: Elizabeth Dolson, herdeira da Fazenda Santa Eufrásia ( A Sinhá).

Agora vejamos: quem é em sã consciência quer ser escravo? Quem acha isso super natural? Não há um papel denunciativo e sim, mercadológico. O serviço é completamente infeliz. E aos negros que se submeteram a este trabalho, carecem de saberem melhor ainda a que seus antepassados foram vítimizados. A Elzabeth Dolson fica a repulsa de não saber conduzir uma ideia como proposta de trabalho. A exploração de um passado tenebroso quando visto para exploração comercial, tem uma linha muita tênue entre explorador e explorado. Aos que foram e aos que agendaram este serviço, fica uma lamentação e uma pensamento de que racismo em um país mestiço é uma doença presente. Em nada justifica. Ao que parece todos os envolvidos precisam de tratamento de terapia.

 pablomarlon@basedenoticias.com.br

 

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