Projeto regulamenta a terceirização e o trabalho temporário

oposição
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A votação do projeto que regulamenta a terceirização e o trabalho temporário (PL 4302/98) teve um ato organizado pela oposição e mais de cinco horas de debates. A matéria foi aprovada nesta quarta-feira (22) pelo Plenário da Câmara por 231 votos a favor, 188 contra e 8 abstenções.

Os discursos ressaltaram a divergência entre governo e oposição. De um lado, o argumento de que uma relação trabalhista mais moderna vai ampliar os empregos disponíveis; de outro, a preocupação de que direitos sejam perdidos.

Deputados de oposição aproveitaram para fazer um ato contra a medida durante a sessão. Com gritos de “Não, não, não à terceirização”, ergueram patos infláveis similares aos utilizados pela Fiesp durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff para protestar contra a pauta econômica de Michel Temer.

DIVERGÊNCIAS

Já o deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG) disse que o projeto poderá melhorar a empregabilidade. “De que adianta ter direitos e não ter emprego? É importante haver direitos, desde que se tenha trabalho para se resguardar esses direitos. Com tantos desempregados, quem vai resguardar os direitos dos desempregados e dos que hoje são terceirizados?”, indagou.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) contra-argumentou que o projeto permite a terceirização ampla e irrestrita. “É um programa neoliberal de desmanche de direitos. É disso que se trata esse texto”, sustentou. “O emprego como nós conhecemos hoje deixará de existir”, emendou.

fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias

e-mail:marlonpablo@basedenoticias.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *