Romero Jucá (PMDB-RR), o homem do preço e da defesa da Odebrecht no Congresso

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Foto: Senador Romero Jucá

A coisa ta ficando  feia para Jucá.

O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho disse em delação premiada que o presidente nacional do PMDB e líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (RR) era o elo empresa/senado. Segundo Melo Filho, a Odebrecht enviava recursos em dinheiro a Jucá por favorecimentos a interesses da empreiteira. Os envios foram em doses homeopáticas: ao longo dos anos, Jucá recebeu cerca de 22 milhões de repasse da Odebrecht para supostas campanhas do PMDB.

O peemedebista de Roraima era a pessoa que recolhia a grana para PMDB no Senado. O mesmo também tinha a função de distribuidor o dinheiro arrecadado para as campanhas eleitorais de correligionários. Aos interesses da empreiteira, conferiam: alterações no regime de tributos, parcelamento de dívida com o governo e algo a regulamento de concorrência.

O ex Relações Institucionais da Odebrecht, afirmou no seu depoimento que o apoio ofertado pelo Jucá a empreiteira, seriam pagos em oportuno momento. Provável em períodos eleitorais.

O depoente declarou que os valores das contribuições eram correlacionados à importância de cada pauta abordada aos interesses da Odebrecht no Congresso. Cabia ao senador Jucá, da preço as pautas e fazer a defesa das mesmas.

Jucá se defendeu em nota, dizendo desconhecer o teor da delação de Cláudio e claro, negou ter recebido recursos financeiros de maneira ilegal. Somente para lembrar que Jucá já foi citado mais de uma vez como participante no esquema do Lava- Jato.

pablomarlon@basedenoticias.com.br

 

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